neukölln

Nessa cidade o presente é invisível. Saber que já foi duas e hoje é uma… É como andar sobre chão cicatrizado, sentindo ainda a dor, ou a lembrança da dor concentrada. Diferente da época em que, dos terraços vizinhos ao muro, as pessoas saltavam sabendo que podiam morrer (li isso numa placa). Tinham, ou imaginavam ter do outro lado alguém para cuidar delas; depois. Ficar inteiro sozinho, de que adianta? Estou oscilando com tanta força, aqui, entre alegria e tristeza, que é difícil pensar que a cidade não tem parte nisso. Me dói a distância do meu país, me doem os olhos na tela do telefone, e uma coisa se mistura com a outra… Vocês (meus amores,) são meus telhados onde eu vivo me jogando. Preciso descobrir o que é esse muro; e se preciso usar óculos.

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